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B-A-BÁ sobre Maltes

“A composição de maltes é o coração de qualquer cerveja” (Designing Great Beers). Eles serão responsáveis de certa forma pela cor, aromas, sabor, corpo, e percentual alcoólico da cerveja.

É ele quem dá grande parte da personalidade a nossa cerveja, tornando-se crucial entender toda sua complexidade a fundo, ou tão fundo quanto possível para no final termos um retorno recompensador.

A quantidade de cada malte na receita influenciará o tipo e quantidade de material fermentável no mosto ao final da mostura. Mais malte significará mais açucares, o que pode significar mais corpo, aromas de malte e maior possibilidade de transformar esses açúcares em álcool. Tudo isso dependerá de outros fatores na receita, como lupulagem e fermentação.

O malte de cevada é o cereal normalmente utilizado para a produção de cerveja por possuir alto teor de amidos (açúcares de cadeias longas), baixa quantidade de proteínas (tornando-se mais solúvel), além de ser rico em enzimas capazes de quebrar as cadeias de amidos em açúcares menores e mais fermentáveis, como: glicose, maltose (…), contudo elas só estão presentes nos grãos após sofrerem o processo de malteação.

É importante ressaltar que a cevada não é o único cereal utilizado para se produzir cerveja, na verdade qualquer cereal pode ser utilizado na produção de cervejas. Outros cereais muito utilizados são trigo, aveia e milho, cada um contribuindo com suas próprias características.


Há também outros ingredientes que contribuem para a presença de açúcares no mosto, conhecidos como adjuntos. Falaremos deles com mais calma posteriormente.

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